Gui Werneck apresenta: Ondas Tortas #33

Neste ano Acavernus lançou um álbum (Vibrações Simpáticas), um single (Carne Invicta) e um EP (Drones), com composições mais antigas. Eu sou louco pelo som do Acavernus, e todas as vezes que pude ver ao vivo me transportei deste mundo. Para falar do novo disco, mas também desse projeto paralelo da tecladista do Rakta, eu mandei algumas perguntas para a Paula Rebelatto, que ela responde nesta hora de mergulho nas profundezas.

1. Eu conheci o Acavernus numa apresentação no Novas Frequências de 2015, e foi uma dessas experiências transcendentes, pelo encontro de uma poética nebulosa, fluida, que vinha da voz e da música entrelaçadas, mas sem contornos definidos. Desde então eu sempre ouço seus discos. Eu queria que você me contasse como surge o projeto.

2. Nessa quarentena você acabou lançando alguns singles de material mais antigo e, agora, o álbum Vibrações Simpáticas pelo selo colombiano Morfina Records. Principalmente no álbum, eu senti uma vibração mais contemplativa. Ele é fruto da quarentena? Como tem sido esse momento para você como criadora?

3. Como ouvinte, sinto um jogo entre a improvisação e a forma no seu som, mais solto nas faixas mais longas cheias de drones e mais domado nas faixas com beats. Como é seu processo criativo no seu trabalho solo?

4. O som Acavernus acaba me lançando em viagens mentais mais sombrias, e há momentos em que sinto até uma certa claustrofobia, como se o buraco da Alice fosse essa caverna onde nós temos de confrontar nossa própria existência, que nem sempre é luminosa. Uma experiência que é sensorial, poética, xamânica e psicológica ao mesmo tempo. Como é para você conduzir essa experiência e como essa música dialoga com os seus estados de espírito?

Tudo isso embalado por esses sons:

1. Visitas Noturnas
2. Des-Equilíbrio
3. Carne Invicta
4. Belief System
5. Feemale Entities
6. New (C)age
7. Alimento